Vereador Moisemar de Palmas sobre suspensão de delegados: “Governo quer estagnar a PC”

O vereador Moisemar Marinho (PDT) criticou na sessão da Câmara de Palmas desta quarta-feira, 15, a suspensão de delegados da operação Catarse e disse que o governo do Estado “quer estagnar o trabalho da Polícia Civil.

Segundo a Corregedoria da PC, o procedimento administrativo instaurado em desfavor aos delegados Wanderson Chaves de Queiroz e Gregory Almeida Alves do Monte se deu em razão de os profissionais terem formalizado, em 2018, ameaça de prisão contra o delegado-geral Rossílio de Souza Correia.

“Acredito que toda a população não concorda com a punição dos delegados que estavam investigando, fazendo a papel de Polícia Judiciária. Por diversas vezes, discuti esse assunto mostrando que aquele decreto e as leis que o Palácio Araguaia aprovou iriam chegar a esse ponto. Avisei, ainda, que o fortalecimento da Corregedoria não era para combater ato ilícito, mas para frear as investigações da Polícia Judiciária”, criticou.

O vereador contou que em março fez diversas intervenções na Câmara para protestar o que denominou como “pacote de maldades” os Projetos de Lei e de Emenda Constitucional que alteraram o Estatuto da PC. “Protestei, fiz moção de repulsa aqui neste Parlamento, encaminhamos ofício, deliberamos com sindicato, mas, infelizmente, as leis foram aprovadas e o resultado está aí: um governo tirando o que é de direito da sociedade, uma polícia que quer trabalhar e defender o povo tocantinense”, afirmou.

Em nota nessa quarta-feira, 15, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que, aos delegados, foram asseguradas as garantias constitucionais da ampla defesa e contraditório e garantiu que as punições foram aplicadas tendo como fundamento a Lei n. 1.654, de 6 de janeiro de 2006, e não o novo Estatuto dos Servidores da Polícia Civil do Estado, publicado em 25 de abril de 2019.

Operação Catarse
A Operação Catarse é uma força-tarefa de várias delegacias do estado para investigar danos ao erário público. As investigações começaram após denúncias de funcionários fantasmas do governo do Estado em Araguaina, norte do Tocantins, em dezembro de 2018.

A Câmara de Porto Nacional também foi alvo de investigações, quando foram cumpridos mandados de prisão sob a investigação de suposto desvio de R$ 700 mil. Esta operação foi denominada Negócios de Família.

No alvo das investigações da Catarse, assessores de gabinetes dos deputados estaduais também foram presos preventivamente. (Com informações CT)