Tempo prejudica produtores de soja que investiram em área plantada no Tocantins

A falta de chuvas no início do ciclo da soja no Tocantins prejudicou as lavouras e a produção deve ter uma queda em comparação com o ano passado. Apesar disso, os produtores aumentaram a área de plantio e esperam se aproximar das 60 sacas por hectares colhidas em 2017.

“A gente teve uma perda por causa do veraneio que deu uns 15 dias de sol, mas a gente tem poucas áreas arenosas, problemáticas. Então, essa área afetaram bastante, tem lugar que morreu bastante plantas, mas as áreas mais férteis não sofreram tanto. Se de ruma base de 60, 63 sacas a gente tá contente, mas a gente está almejando mais”, disse Valdir Rossato.

O Tocantins plantou 960 mil hectares de soja e colheu três milhões de toneladas na safra passada. Neste ano, a área plantada aumentou para um milhão e quinhentos mil hectares. O plantio da soja já terminou e os produtores agora estão de olho nas lavouras e no tempo.

“O sol está acima do normal. Isso a gente não vê só aqui no nosso estado, mas todas as regiões do Matopiba estão atingindo picos altos de temperatura esse ano e prejudicando as lavouras. Acredito que na nossa região de Silvanópolis não vai ter tantas perdas. Temos alguns pequenos bolsões de secas, que judiaram um pouquinho mais, mas a expectativa é que fique normal, a mesma produção do ano passado ou um pouquinho abaixo, coisa de 5%, 10%”, disse Ddari Fronza.

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja, o veranico do mês de dezembro pode comprometer a produtividade principalmente nas regiões norte e sul do estado.

“Nós vamos ter uma queda na produtividade devido esses problemas climáticos que vêm acontecendo, pontuais em alguns lugares do estado. Alguns ugares com um pouquinho mais, outros com um pouquinho menos. Tem algumas regiões que deram 20 dias, 22 dias de veranico. Algumas deram só 10,12 dias. Então, a safra ainda está por ocorrer, temos mais 60 dias para que possa finalizar a colheita. A expectativa de hoje é em torno de 50 sacas por hectare”, explicou o presidente Maurício Buffon.

Apesar disso, os produtores mantém a expectativa de boa produção. “O produtor não desiste nunca. Cada ano é uma safra diferente e esse ano vem agravando bastante a seca, vem judiando bastante da produção. Acredito que tenha uma queda de 5% ou quem sabe até um pouco mais de acordo com algumas regiões, algumas sofreram mais com a seca e outras menos”, disse Nelsir Formehl.

Para Balbino Antônio, especialista da Embrapa em estudos de riscos climáticos na agricultura, as chuvas no Tocantins começaram no tempo certo e para quem plantou a partir de novembro o risco de perder é menor.

O veranico durou até dezoito dias em algumas regiões do estado, mas segundo o especialista, o período crítico já passou. “A previsão mostra esse retorno das chuvas para suprir essa restrição hídrica e para que as lavouras possam voltar o seu rendimento normal”, explicou. (TV Anhanguera)