Própolis pelo bem dos rins

A resina produzida pelas abelhas mostrou potencial contra uma enfermidade que atinge 10% da população mundial

Já consagrada no alívio de tosses e dores de garganta, a própolis passou por uma nova prova: será que ela teria algum papel contra a doença renal crônica? Para investigar essa questão, pesquisadores da Universidade de São Paulo recrutaram 148 pacientes com a condição, marcada por falhas nos órgãos que filtram o sangue.

Metade da turma tomou a substância na forma de comprimidos diários, enquanto o restante engoliu pílulas sem nenhum efeito terapêutico.Após um ano, o primeiro grupo apresentava uma menor quantidade de proteína na urina, claro sinal de que os rins estavam funcionando melhor.

“Acreditamos que a resina ajude a reduzir a inflamação, um dos gatilhos por trás do problema”, aposta o nefrologista Marcelo Silveira, um dos líderes do estudo. Se os resultados iniciais forem confirmados, é possível que o produto atue como um auxiliar no tratamento, ao lado de outros medicamentos e da hemodiálise.

Mil e uma utilidades

A própolis é utilizada por farmacêuticos desde o século 17

Males respiratórios
Além de lubrificar a garganta, o spray combate as bactérias que causam estragos nessa região.

Infecções
A resina natural tem poder antisséptico e afasta micro-organismos presentes em cortes e machucados.

Queimaduras
Numa experiência preliminar, um gel com esse composto acelerou a cicatrização.

Câncer
Ela passa por pesquisas como terapia complementar contra tumores de mama, fígado, próstata e pulmão.

Por André Biernath