Missionário é assassinado por terroristas na frente da esposa e do filho, em Camarões

missionário americano Charles Wesco, pai de oito filhos, foi assassinado na frente de sua esposa e do filho em Camarões, na última terça-feira (30). Ele e sua família, que vêm de Indiana (EUA), chegaram à nação africana no início deste mês para servir como missionários enviados pela Igreja Batista, uma viagem que vinham planejando há dois anos.

Dave Halyaman, pastor assistente da Igreja Batista, disse ao The Washington Post que a família estava hospedada em um subúrbio de Bamenda, uma cidade na região noroeste de Camarões que foi marcada por conflitos nos últimos dois anos.

De acordo com Halyaman, Wesco e sua esposa, Stephanie, e um de seus filhos estavam viajando com outro missionário para ir às compras quando balas foram disparadas contra o carro.

O missionário foi atingido pelo menos duas vezes e foi levado às pressas para uma instalação médica próximo ao local. Em seguida ele foi enviado para um hospital de Bamenda. Halyaman disse que as tentativas dos médicos de ressuscitá-lo não tiveram sucesso.

Wesco morreu com 43 anos. O pastor disse que não ficou imediatamente claro quem foi responsável por atirar no veículo. Becca Sinclair, uma amiga e colega missionária, foi ao Facebook para explicar os eventos. Ela notou que seu marido, Ben, era o companheiro missionário dirigindo o carro com os Wescos quando Charles Wesco foi baleado na cabeça.

“Meu marido já orou pelo assassino”, disse Sinclair à WNDU. “Charles iria querer que fizéssemos isso”. Wesco também é irmão do republicano Tim Wesco. Sua morte foi confirmada pelo governador republicano de Indiana, Eric Holcomb.

“Janet e eu estamos pensando no deputado Tim Wesco e sua família enquanto eles choram a morte de seu irmão, Charles”, disse Holcomb em um comunicado. “Pedimos que todos se juntem a nós para orarmos”.

Terroristas

O ministro da Defesa de Camarões, Joseph Beti Assomo, disse que o crime foi cometido por quatro terroristas, em uma declaração nesta quarta-feira. Assomo disse que os assassinos estavam indo atacar a Brigada de Gendarmaria Bambili e a Universidade de Bamenda quando emboscaram o carro.

Assomo também disse que as autoridades rastrearam o grupo responsável pela morte de Wesco e os envolveram em um tiroteio. De acordo com a AFP, os comentários de Assomo ocorreram quando partidários separatistas afirmaram que os militares de Camarões estavam por trás do ataque.

O conflito nas regiões de língua inglesa de Camarões ocorre quando os separatistas dizem que o governo central, em grande parte controlado por pessoas que falam francês, está marginalizando a comunidade anglófona.

Com o aumento da violência nos últimos 18 meses, foi informado no início deste ano por um líder cristão que cerca de 2.000 pessoas foram mortas e 170 aldeias foram queimadas nas regiões anglófonas de Camarões. Centenas de milhares de pessoas fugiram da região por causa da violência.(Com Informações Guiame)