Enem Tocantins: Mais de 13 mil candidatos deixam de fazer a 1ª prova no Estado

Ao todo, 13.706 candidatos deixaram de fazer a primeira prova do Enem no Tocantins, neste domingo (4). O número representa 25,2% de abstenções, segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em todo o estado, 54.390 candidatos se inscreveram para fazer o exame neste ano.

Conforme os dados do Inep, 40.684 candidatos compareceram para fazer as provas, o equivalente a 74,8%. O número é menor do que a média nacional. Em todo o Brasil, 75,1% dos estudantes que se inscreveram fizeram o exame. No país, o percentual de abstenções foi de 24,9%. O Inep informou que esse é o menor número de ausentes registrado desde o ano de 2009.

A prova precisou ser cancelada em dois lugares do país, por falta de energia elétrica. Um desses locais foi Franca (SP) e o outro em Porto Nacional, a 66 km de Palmas, onde os candidatos foram liberados por volta das 14h. O caso aconteceu numa faculdade particular.

O estudante Flayo Matos disse que os candidatos foram liberados porque os aparelhos de ar-condicionado pararam de funcionar por causa da queda da energia.

“As provas foram encerradas em torno das 14h, horário do Tocantins, devido a falta de ar-condicionado nas salas, gente passando mal, desmaiando, gente suando, aquele agonia em sala e comprometendo o desempenho dos alunos, que tiraram o fim de semana e largaram família para estudar e chegaram no dia da prova, e aconteceu um descaso daquele”, disse.

O Inep disse que não haverá prejuízo aos participantes e que a prova será reaplicada nos dias 11 e 12 de dezembro desse ano.

Nesse primeiro dia, os candidatos tiveram 5 horas e 30 minutos para responder 45 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, 45 questões de ciências humanas e escrever a redação sobre “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”.

O tema da redação foi classificado como relevante, diferente e fácil por alguns candidatos que fizeram a prova em Palmas. “É um tema bem relevante porque vai possibilitar as pessoas pensarem o que são feitos com os dados, porque muitas vezes a gente instala aplicativo no celular ou entra em página da internet e só clica naquele termo ‘aceito a política de privacidade’, mas você não lê direito sobre quais dados pessoais eles terão acesso e o que eles vão fazer com o uso deles”, disse a estudante Carolina Mendes Ferreira, de 21 anos. (g1)