Em quem votaram os brasileiros que vivem no exterior?

Bolsonaro venceu entre os brasileiros que vivem em Israel, mas perdeu na Palestina. O professor ganhou na Argentina; o militar na Venezuela.

Por volta das 19:40 deste domingo, 28, o  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cravou o resultado: o então deputado, Jair Messias Bolsonaro, havia sido eleito o novo presidente da república ao receber 55% dos mais de 105 milhões de votos válidos deste segundo turno.

Com votos vindos principalmente das regiões Sul, e Sudeste, o candidato conseguiu derrotar o candidato do PT, Fernando Haddad. Mas os votos para Bolsonaro não vieram só de cidades da parte de baixo do país.

Na verdade, não vieram nem mesmo só do nosso país. Ele também teve uma ajudinha de lugares como Estados Unidos, Inglaterra e até Bolívia. Haddad também não ficou órfão em terras estrangeiras. O candidato foi o mais votado na Alemanha e Cuba, por exemplo.

Isso acontece porque TSE permite que brasileiros que moram no exterior ajudem na hora de escolher o novo chefe do executivo daqui. Para o segundo turno de 2018, foram computados 185.401 votos vindos de 97 países.

Os resultados mostram, por exemplo, que Bolsonaro venceu em Israel, e Haddad na Palestina – foi lá, alias, que o professor conseguiu sua maior aceitação: 90% votos. O militar, por outro lado, foi praticamente unânime no Japão onde também foi aprovado por 9 a cada 10 brasileiros-nipônicos e arrecadou 27 mil votos na terra do sol nascente.

Na America do Sul, o candidato do PT conseguiu vencer na Argentina, mas foi derrotado em praticamente todo resto do continente, incluindo na Venezuela, onde os Bolsonaristas se somaram 84% dos eleitores.

Para você conferir em mais detalhes, produzimos um infográfico com todos os dados liberados pelo TSE. Para conferir os dados de determinado país basta selecioná-lo com o mouse ou dedo. Você verá o vencedor e , entre parenteses, o número de votos que o candidato recebeu. Se quiser ver apenas os locais onde um dos candidatos venceu, basta selecionar seu nome, abaixo do mapa.

Por Felipe Germano