Dia Nacional do Teste do Pezinho reforça importância da realização do exame

O teste do pezinho coletado na rede pública de saúde é totalmente gratuito em todos os processos

Hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita são as doenças detectáveis através do teste do pezinho, um exame gratuito realizado em bebês, tão essencial que possui Dia Nacional para relembrar sua importância, celebrado em todos 06 de junho. No Tocantins, a coleta do material para o procedimento é feito pelas maternidades e unidades básicas de saúde, e analisadas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), que possui um Serviço de Referência em Triagem Neonatal habilitado pelo Ministério da Saúde e recebe repasse financeiro para este trabalho.

- Os testes devem ser realizados até o 30º dia de vida, preferencialmente entre o 2º e o 7º dia de vida

– Os testes devem ser realizados até o 30º dia de vida, preferencialmente entre o 2º e o 7º dia de vida – Frederick Borges/Governo do Tocantins

No Tocantins, em 2018, foram realizados 20.964 exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e de janeiro a março deste ano foram 4.969. Devido ao grau de importância, o teste do pezinho é um exame obrigatório para todos os recém-nascidos e segundo a diretora de Média e Alta Complexidade Hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Raquel Marques, “os testes devem ser realizados até o 30º dia de vida, preferencialmente entre o 2º e o 7º dia de vida”, afirmou.

Ainda segundo Raquel, vale ressaltar que “o teste do pezinho coletado na rede pública de saúde é totalmente gratuito em todos os processos que vão desde a triagem, confirmação diagnóstica, tratamento e acompanhamento dos pacientes, caso ocorra à confirmação de doenças”, explicou.

Caso o resultado do exame apresente alterações, a família é contatada pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal para que seja feitos novos exames no bebê, para confirmar ou excluir a doença para a qual a primeira amostra deu alterada.

A diretora destaca que todo bebê deve fazer o teste, na maior brevidade possível. “A maioria das doenças investigadas pelo teste do pezinho são assintomáticas no período neonatal (0 a 28 dias de vida) e podem levar a deficiência mental ou afetar gravemente a saúde da criança. Quando tratadas a tempo, a chance de que a doença não leve a sequelas é grande. Todas as doenças investigadas se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente podem levar a quadros clínicos graves, como o atraso do desenvolvimento neuropsicomotor e até ao óbito”, alerta.

Doenças detectáveis e suas definições segundo o Ministério da Saúde

“Hipotireoidismo congênito – a tireoide do bebê não produz ou produz menos que o normal do hormônio tireoidiano (T4), essencial para o desenvolvimento da criança.

Fenilcetonúria – é provocada por um erro inato do metabolismo caracterizado pelo acúmulo da Fenilalanina no sangue.

Doença falciforme e outras hemoglobinopatias – são doenças de herança genética em que há alteração da forma ou na quantidade de hemoglobina, componente essencial do sangue, que transposta o oxigênio para os tecidos.

Fibrose cística – doença genética hereditária em que há o acúmulo de secreções nos pulmões, trato digestivo e em outras áreas do corpo.

Deficiência de biotinidase – causada por erro inato do metabolismo que leva a um defeito na produção da enzima biotina.

Hiperplasia adrenal congênita – engloba um conjunto de alterações genéticas que são caracterizadas por diferentes deficiências enzimáticas na produção de hormônios nas glândulas suprarrenais, localizadas logo acima dos rins”.

Aldenes Lima, Palmas