Área do Estádio Gauchão de Araguaína é reivindicada na Justiça e idosa de 90 anos pode ser despejada

Importante palco do futebol tocantinense, o estádio Gauchão de Araguaína, pode ser desapropriado, isso porque familiares de George Yunes, conhecido como senhor Gaúcho, empresário que doou a área para ser construído o primeiro estádio da cidade. Com a morte dele em 2012, os seus herdeiros entraram na justiça reivindicando a área.

O estádio foi inaugurado há mais de 30 anos e já recebeu jogos do Campeonato Tocantinense, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

A aposentada Raimunda Lima de Sousa, de 90 anos, que mora no estádio há 35 anos e ajuda a cuidar do local é uma das mais afetadas com esse processo judicial, isso porque caso os familiares de George Yunes ganhem o direito da área, a idosa vai ser retirada do local e ficará sem moradia.

Filhos da dona Raimundo afirmaram que depois dessa notícia a idosa está muito apreensiva e triste com a situação. O medo dela é ficar sem moradia.

O estádio foi construído com verbas do Governo do Estado e conta com arquibancadas, gramado, muro e alambrado. Com a possível desapropriação toda essa estrutura não poderá ser mais usada pela população. A área toda do estádio é cerca de 28 mil metros quadrados.

O advogado Eduardo Cardoso, que defende a aposentada, afirma que “a família que reside e cuida do local nem sequer sabia da existência desse processo de reintegração de posse, pois nunca receberam qualquer notificação, revela ainda que todas as medidas judiciais cabíveis serão tomadas para garantir moradia à idosa”.

Com a inauguração do estádio Mirandão em 2009, o Gauchão está sendo utilizado em jogos do futebol amador e local de treinamento para o Araguaína Futebol e Regatas e o Sparta, times profissionais da cidade.

“É muito triste a gente ver que um estádio que faz parte da história do Tocantins poder ser destruído. A justiça precisa entender que o estádio Gauchão é da população, como sempre foi”, afirmou Raimundo Ribeiro, torcedor do Araguaína.

A Justiça já instalou uma placa no estádio afirmando que a área está em litigio judicial e que proibido a utilização do estádio, salvo com autorização.
A reportagem procurou uma das parentes do senhor Gaúcho, mas ela preferiu não se manifestar.

(Rafael Chaves/Especial Alôesporte)